Foto-Banner_Brooklin 1

Image

Foto-Banner_Campo_Belo

Matérias

 

Sem sair de casa

O trânsito cada vez mais caótico da capital paulista e a violência urbana também provocaram mudanças de comportamento que se refletiram de maneira clara nos projetos de empreendimentos residenciais. Esses problemas colaboraram, por exemplo, para fazer com que as pessoas tentem suprir suas necessidades de lazer e práticas esportivas dentro do próprio condomínio.

Isso vale para os adultos e, principalmente, para crianças e adolescentes – com tempo livre e muita energia física para gastar em diversão. É natural que os pais prefiram que seus filhos brinquem dentro do condomínio, em vez de circular pela cidade para praticar atividades como jogar bola ou nadar.

A partir dessas necessidades, começaram a surgir condomínios com projetos de lazer equivalentes a verdadeiros clubes – incluindo quadras para vários esportes, piscinas ao ar livre ou cobertas e aquecidas, salas para recreação infantil, para ginástica (fitness), saunas, churrasqueira, forno de pizza, salão de festas ou espaço gourmet, salão de jogos, playgrounds, entre outros ambientes e equipamentos.

Mesmo no caso de empreendimentos com apenas uma torre, a área de lazer hoje tem grande destaque no projeto. O arquiteto Paulo de Abreu Sampaio, sócio do escritório de arquitetura Uniarq, afirma que nos últimos anos as empresas estão encomendando projetos de lazer mais elaborados, de acordo com as necessidades do público-alvo do empreendimento – e com opções para diferentes faixas etárias. “Antigamente se incluía uma série de itens que acabavam não sendo usados. Hoje há uma seleção criteriosa das áreas previstas, considerando-se apenas os ambientes e equipamentos que realmente serão úteis”, explica o arquiteto.